Gestão de Equipamentos de Proteção Individual
Seleção técnica justificada, controle de entrega, verificação de CA e treinamento de uso — do documento à conferência em campo.

O problema
A gestão de EPI costuma se resumir a comprar o mais barato com CA e colher assinatura numa ficha. A norma pede bem mais: a seleção precisa ser tecnicamente justificada e registrada, considerando a atividade, o risco avaliado, a eficácia necessária, o conforto segundo os próprios usuários e a compatibilidade entre equipamentos usados ao mesmo tempo. E o EPI é a última medida da hierarquia de prevenção, não a primeira.
O que acontece se nada for feito
- EPI inadequado ao risco real, que dá sensação de proteção sem proteger
- CA vencido ou equipamento fora do prazo de validade no estoque
- Incompatibilidade entre EPIs de uso simultâneo, anulando a eficácia de um deles
- Ausência de registro de entrega, que inviabiliza a defesa em ação por acidente
- Adicional de insalubridade devido por não comprovar a neutralização da exposição
- Autuação por não registrar a seleção, exigida mesmo de quem é dispensado do PGR
Como resolvemos
A Real Life elabora o documento de seleção com justificativa técnica por atividade, estrutura o controle de entrega, audita o estoque quanto a CA e validade, define os procedimentos de higienização e substituição e treina as equipes no uso correto — incluindo as limitações de cada equipamento.
- Etapa 1 de 5
Leitura do risco
Partida do inventário de riscos do PGR: qual agente, qual exposição e qual eficácia é necessária para o controle.
- Etapa 2 de 5
Seleção técnica
Escolha por atividade, considerando eficácia, exigências normativas, adequação e conforto avaliados pelo conjunto de empregados, e compatibilidade entre equipamentos de uso simultâneo.
- Etapa 3 de 5
Participação obrigatória
Participação do SESMT quando houver, com oitiva dos empregados usuários e da CIPA ou do representante da NR-05, conforme o item 6.5.2.2.
- Etapa 4 de 5
Registro e controle
Documento de seleção integrado ou referenciado no PGR, e sistema de controle de entrega com extração de relatórios.
- Etapa 5 de 5
Treinamento e verificação
Capacitação sobre uso, ajuste, limitações, higienização e guarda, seguida de auditoria de CA, validade e conservação do estoque.
O que a sua empresa ganha
- Seleção documentada, que sustenta a neutralização da exposição em perícia
- Controle de entrega com relatórios, e não apenas fichas soltas
- Estoque auditado quanto a CA e validade
- Trabalhadores que sabem as limitações do equipamento, não só como vesti-lo
- Compatibilidade verificada entre EPIs usados ao mesmo tempo
O que está incluído
- Documento de seleção de EPI por atividade, com justificativa técnica
- Sistema de controle de fornecimento, em ficha ou eletrônico
- Auditoria de Certificado de Aprovação, validade e armazenamento
- Procedimentos de higienização, manutenção e substituição
- Treinamento de uso, ajuste e limitações de cada equipamento
- Análise de compatibilidade entre EPIs de uso simultâneo
- Adequação para trabalhadores que usam correção visual e para pessoas com deficiência
Perguntas frequentes
- Basta o EPI ter CA?
- Não. O CA é condição para comercializar e usar, mas a seleção precisa ser adequada ao risco, registrada e tecnicamente justificada. E o CA precisa estar válido, assim como o prazo de validade do próprio equipamento.
- Somos dispensados de PGR. Precisamos registrar a seleção?
- Sim. Quem é dispensado de elaborar o PGR deve manter registro que especifique as atividades exercidas e os respectivos EPI, conforme o subitem 6.5.2.1.1.
- O trabalhador usa óculos de grau. Como fica?
- A seleção deve considerar óculos de segurança de sobrepor em conjunto com as lentes corretivas, ou a adaptação do EPI — e sem ônus para o empregado.
- Podemos usar sistema eletrônico no controle de entrega?
- Sim, inclusive biométrico. A única exigência é que o sistema permita a extração de relatórios.
- Com que frequência revisar a seleção?
- Nas mesmas situações em que a avaliação de riscos é revista: a cada dois anos, ou antes disso em caso de mudança de processo, acidente, doença relacionada ao trabalho ou ineficácia constatada das medidas.